Como um psicólogo pode divulgar o consultório dentro do Código de Ética?
O psicólogo pode divulgar o consultório com conteúdo educativo sobre saúde mental, identificação com nome e CRP, informações sobre como é o atendimento e anúncios pagos que sigam o Código de Ética. Deve evitar expor pacientes, prometer cura, usar descontos e publicar depoimentos. Na dúvida, a orientação é confirmar com o CRP da sua região.
A saúde mental pede uma comunicação diferente de qualquer outro serviço. A pessoa que procura um psicólogo ou um psiquiatra está, muitas vezes, num momento frágil, e o profissional tem regras éticas claras sobre como pode se apresentar.
Isso não significa ficar invisível. Significa divulgar do jeito certo: educar, acolher e deixar fácil marcar a primeira conversa.
O que o psicólogo pode divulgar?
- Conteúdo educativo sobre saúde mental, abordagens, transtornos e sinais de alerta.
- Identificação completa: nome, número do CRP e as especializações reconhecidas.
- Como é o atendimento: presencial ou on-line, duração da sessão, público atendido.
- Anúncios pagos no Google e no Instagram, desde que sigam o Código de Ética.
O que evitar?
- Expor pacientes, mesmo de forma anonimizada: relatos de caso, prints de conversa ou fotos de sessão.
- Prometer cura ou resultado, ou usar o sofrimento de forma sensacionalista para atrair atenção.
- Descontos e promoções, que dão caráter mercadológico ao serviço.
- Depoimentos de pacientes: são tratados como risco ou infração ética, porque revelam o vínculo terapêutico. Na dúvida, não use e confirme com o seu CRP.
Como atrair pacientes sem ferir a ética?
O caminho que usamos com profissionais de saúde mental tem três peças:
- Google primeiro: quem procura "psicólogo para ansiedade" ou "psiquiatra on-line" já decidiu buscar ajuda. Anúncio de pesquisa e Google Meu Negócio bem cuidado capturam essa pessoa.
- Página clara e acolhedora: para quem é o atendimento, como funciona a primeira sessão, valores ou forma de consulta e um botão de contato simples.
- Primeiro contato rápido e humano: uma mensagem automática pode confirmar o recebimento, mas a conversa de acolhimento precisa ser feita por uma pessoa.
Para psiquiatras, valem também as regras do CFM. O conteúdo educativo continua sendo o centro, e a página precisa deixar claro quando o atendimento é médico e quando é psicoterápico.
Divulgação em psicologia: o que fazer e o que evitar
| Fazer | Evitar |
|---|---|
| Conteúdo educativo sobre saúde mental | Expor pacientes, mesmo anonimizados |
| Nome completo e número do CRP | Prometer cura ou resultado |
| Explicar como é o atendimento | Descontos e promoções |
| Anúncios no Google para quem já procura | Depoimentos de pacientes |
Perguntas frequentes
Fontes: Código de Ética Profissional do Psicólogo, Resolução CFP nº 3/2007, Nota Técnica CFP nº 1/2022 e orientações do CRP-SP sobre redes sociais. Confirme sempre com o CRP da sua região.
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